Quinta-feira, Outubro 30, 2008

dizer que toda a gente é especial

é o mesmo que dizer que ninguém o é.


o que nos torna especiais para os outros?

Just for the record

Anteontem acendeu-se a lareira em minha casa pela primeira vez neste outono. Eu não estava em casa, mas ontem, que cheguei a casa geladinha, tomei um banho quente, vesti um pijama confortável e fui para a sala e vi lá a lareira acesa, até pensei que fosse mentira. E o meu dia cansativo acabou no sofá aninhada nas pernas do meu irmão, cobertos por uma mantinha.

Quarta-feira, Outubro 29, 2008

Semana de Engenharia

Esta também é a minha semana da recepção. E so far so good, está a correr bem. O ponto alto para mim é Sexta, a Serenata. E acho bem, acho mesmo muito bem que eles toquem a Balada do V ano jurídico, porque ano passado não tocaram e isso deixou-me realmente triste! E este ano têm mesmo de tocar. Mesmo!

A minha máquina fotográfica está semi avariada, ou seja, não dá para tirar fotografias. E isso deixa-me frustrada até porque está aí a chegar o natal e que queria tanto a minha máquina, que até está dentro da garantia mas eu não sei do talão...




E isso deixa-me muito triste!

Domingo, Outubro 26, 2008

"Izzy" me

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I bake too.

Grey's Anatomy S5E05

Ela deu-lhe um rim. O seu próprio rim. Salvou-lhe a vida e ele, ele nem sequer lhe ligou a agradecer porque

ele andava a trair a mulher com ela, três anos a trair a mulher que

fazia tudo por ele. três anos. a mulher que o amava e que desistiu de tudo por ele.

...................................................

Ela ajudou-o em tudo, esteve do lado dele quando as coisas foram mais que más, esteve sempre lá. Foram os maiores amigos. Ela fez tudo por ele. Agora que as coisas já não estão más, agora que ele já tem os outros amigos e já não precisa dela para nada, nem sequer se lembra que ela existe e nem sequer dá valor às coisas que ela faz e sempre fez por ele. Ela já não importa mais. É óbvio que ele está a ser um idiota, é óbvio que ele vai acabar por caír nele, mas entretanto já a magoou.

E no fundo a culpa não é de ninguém, porque ninguém manda nos seus sentimentos.
Mas que não é justo, lá isso não é.

raindrops keep falling on my head

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era tarde de sábado e o sol brilhava lá fora, mas há lá melhor conforto para alma que uma mantinha, um chá quentinho com chocolate e o amor acontece?


[por acaso até há...]

Sexta-feira, Outubro 24, 2008

E nisto entra-me aqui

um homem todo sujo e de aspecto duvidoso, mas extremamente educado, com uma história que não lembra ao diabo que mete uma clínica e ser despedido do trabalho e sei lá mais o quê e eu, passado o medo de ser assaltada, estou mesmo a ver onde isto vai dar e ele finalmente chega lá: quer uns trocados para chegar a casa, que não dinheiro para o bilhete. E eu minha gente, o que é que faço? Como é que sei se me mente e me mete uma enorme peta ou que diz a verdade e está mesmo desesperado? E se um dia me acontece a mim, esquecer-me do telemóvel e não ter carteira nem pinta de dinheiro, o que é que faço? Peço com o meu ar de rapariga simpática um euro para o metro? E acreditam em mim?
Eu não dei, dei uma vez e era treta que o rapaz não apanhou comboio nenhum e por esse pagam todos, nunca mais dei. Mas fica-me sempre a ideia, e se...

DAAADDDYYYYYYY!!

Outro dia fui ao aeroporto buscar o meu pai que vinha de Londres. Começaram a saír pessoas pela porta das chegadas e eu e o meu irmão tentávamos adivinhar quais eram portugueses e quais eram ingleses. O aeroporto dá-me sempre um misto de sensações. Comovo-me imenso com as pessoas a chegar, mães a abraçar filhos, amigos, avós e netos, montes de abraços sentidos. Nisto sai um menino, dos seus três, quatro anitos, loirinho, cabelo rapadinho, inglês chapado na cara, olha à sua volta e em completo êxtase grita um Daaaddyyy tão sentido, tão cheio de saudade e ternura e alívio que eu nem sei explicar. Correu desabrido para o colo do pai e abraçou-se a ele com tamanha força, todos olhávamos para aquele pequenino e eu confesso que as lágrimas me inundaram os olhos com tamanha demonstração de amor e de saudade. Lembro-me quando o meu pai foi para Porto Rico em trabalho, eu era pequenina, lembro-me do que chorei todas as noites, deitada na almofada dele, a soluçar tenho tantas saudades do papá e a minha mãe a tentar consolar-me como podia.
è como no filme, Love actually, a cena do aeroporto, faz-me sempre um aperto no coração. Principalmente porque já estive vezes demais nas partidas, onde os abraços são tristes e doídos.

dos (meus) miúdos

Os miúdos são criaturas engraçadas. Quando chegam aqui pela primeira vez vêm mudos e com olhos de cachorrinho, ai que vergonha que eu tenho. Ao fim do primeiro dia já são capazes de sussurrar alguma palavra audível pelo ouvido humano. Uns mais que os outros, claro, há alguns que ao fim do primeiro dia já são reis e senhores e por favor mãe posso vir amanhã? Quando a F. cá chegou não abriu a boca uma única vez. Não lhe vi os dentes. Sussurrava respostas por entre os lábios o mais fechados possível. Mas ela via como era com os outros, que nos entram por aqui Ai Margarida nem imaginas o que aconteceu hoje na escola e gargalhadas e bom humor. A F. via tudo isto e sorria para mim no meio dos seus sussurros de lábios fechados. Aos poucos foi-se soltando e lá chegou o dia, como chega sempre, em que quis partilhar. Sabes que eu ando no ballet? E eu notei nesta frase a necessidade que ela tinha em que eu mostrasse interesse, que lhe fizesse perguntas, que sorrisse e a elogiasse. Sorriu abertamente quando o fiz, quando lhe perguntei por fatos e sapatilhas, e o puchinho do cabelo. Sorriu e explicou tudinho. A F. tem só oito anos e é muito tímida. E foi essa a forma que arranjou para se soltar. Está melhor agora, já fala, já ri, já chama por nós.
Lembro-me do primeiro dia de quase todos os que tenho cá. Lembro-me de como pensava ao ínicio que este ou aquele iam ser sempre caladinhos e nunca iam ficar à vontade. E agora olho para eles, que chegam e se conhecem todos, e falam e riem, e partilham. Desde os pequeninos ,de sete anos, aos maiores ,de 17.

Eu cá acho que

o último nome do Zé Carlos é de certeza


MAGALHÃES!!

3 meses 3 semanas e 3 dias

para irmos passear para algum lado e celebrar os nossos 4 anos em conjunto.

onde vamos amor?

de quem não tem mais que fazer e tem um blog meio morto e tendências para apalermar

Ontem os meus queridíssimos avós passaram por cá e trouxeram-nos umas prendinhas, ora vejamos, dois toblerone, duas tabletes de chocolate com amendoas, mini chocolates com côco, caixas de chiclets, biscoitos com recheio de chocolate, iogurtes líquidos e, suspense.... dois quadros do advento. Sim aqueles de Natal com chocolatinhos. Pois de Natal, eu sei, estamos em Outubro. E depois queixam-se que a aqui a menina não pense noutra coisa, pois queixam. E depois dizem assim ahh que estás tão magrinha (o que não é de todo verdade!) e pumbas pega lá toneladas de chocolates para ver se isso muda um bocadinho, tá bem? Ei atenção, não está aqui ninguém a queixar-se. E portanto, eu como boa irmã que sou, e visto que as coisas em duplicado eram para dividir pelos dois netos irmamente, guardei tudo num saquinho fechado dentro do meu armário. Pois. Não, não comecem já a pensar que quero tudo para mim, estou só a zelar pelos interesses do meu irmão que desconfio que entrava em colapso se via tanto chocolate junto na mão dele. Assim vou-lhos fazendo chegar calmamente. Por isso se o virem aí pelas ruas podem por favor não lhe dizer que eu no fundo do meu armário vivem toneladas de chocolates, sim? Muito agradecida. Há claro, um pequeníssimo, infimíssimo, naníssimo problema. Mostrei à minha mãe. Num acesso de loucura mostrei-lhe aquela dose obscena de chocolates. E a minha mãe, que coitada, anda mal de vesícula por estes dias mas que não há-de andar toda a vida, é ainda pior que nós nisto de chocolates. Ah e tal, anda por casa e dá-lhe o desconsolo e tufas, aquele chocolate que eu andava a poupar há semanas, um quadradinho de dois em dois dias para durar muito tempo, desaparece num piscar de olhos. Por isso temo pela vida da minha tonelada. Pois temo. E acho quando chegar a casa vou pegar neles e escondê-los bem. E isto não sou eu a ser egoísta. Só cautelosa.

Terça-feira, Outubro 21, 2008

dia de chuva

o meu sofá

a mantinha azul

uma caneca de chá quente

chocolate

um bom livro

ou

um filme aconchegante


não pedia mais.

Segunda-feira, Outubro 20, 2008

Miana

mianinha e eu

Foi há nove anos que ela nasceu, pequenina e redondinha, de olhos castanhos grandes e vivos. Lembro-me de a ir ver a casa, de fatinho branco e aninhada no meu colo, lembro-me bem da carinha dela, linda e perfeitinha. Alguns meses depois fui convidada para ser madrinha dela, toda eu era orgulho e alegria. Todas as semanas ia visitar a minha menina, gostava de ver como ela me ia conhecendo cada vez melhor, como atirava os bracinhos para mim quando me via, como sorria e acalmava no meu colo. Foi baptizada quando fez um ano, eu fui madrinha dela com catorze anos acabados de fazer. A Mariana foi crescendo, e eu sempre lá a acompanhar os seus progressos, as suas descobertas. Feitiozinho especial em pequenina, não gostava de lugares estranhos, não gostava de ser obrigada a beijinhos e palhaçadas. Tinha de ser conquistada. Foi crescendo a minha princesa, foi-se transformando na menina doce e brincalhona que é hoje, que encara o mundo com um sorriso, que preenche o ar com as suas gargalhadas. Faz hoje nove anos que o (meu) mundo ficou muito mais rico, faz hoje nove anos que nasceu a minha querida Noquinhas. E eu não podia ter mais orgulho nela, pelo que ela é, simpática, responsável, doce e ternurenta, conversadora, risonha, alegre, muito alegre.
Um beijinho, minha querida.
Gosto tanto tanto de ti.

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Parabéns Parabéns Parabéns

Guilherme_4

meu hominho querido e lindo! E eu podia contar aqui como tu és inesquecível, como te ris e pões todos a rir à tua volta, como choras sentido se te contrariam muito, como são boas as tuas festinhas quando acordas ao meu lado. Como sabe bem ouvir-te chamar por mim, a dizer a minha GuiGui, ou a responder que te chamas quinjinho só porque eu assim te peço, a brincar. Eu posso contar tudo aqui mas é preciso ver-te, esses olhos ávidos de mundo, é preciso ouvir a tua voz fininha e engraçada, é preciso sentir os teus bracinhos à volta do pescoço. Parabéns meu lindo menino! Nunca percas a tua alegria.

Segunda-feira, Outubro 13, 2008

mini princess girl

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foi baptizada ontem.

Domingo, Outubro 12, 2008

make a wish

M_cake
I made mine.

Sábado, Outubro 04, 2008

P.S.


que eu sou chorona já não é novidade para ninguém. Que me comovo à miníma coisa tampouco o é. Agora que exista um filme que me consegue fazer chorar quase em modo contínuo durante as duas horas em que decorre é que foi novidade para mim. Nunca pensei. Achei-o tão incrivelmente triste, meu Deus, bonito e triste, as lágrimas escorriam-me pela cara abaixo a cada nova cena, mal me dando tempo para recuperar da anterior. Gostei pois claro, apesar da tremenda dor de cabeça no fim, que isto de estar duas horas a chorar não é para todos. Atenção que o filme não é lamechas, não é nicholas sparkie, nada disso. (apesar de eu ter gostado do diário da nossa paixão que é nicholas sparks...) O filme é mesmo bonito, mas acho que toca de maneira diferente a cada um, talvez mediante a fase que cada qual está a passar na vida. Eu, só de imaginar que podia ter acontecido comigo, dava-me vontade de chorar e não parar nunca mais.

I love you

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

Parece que afinal sempre vou ter o meu bolo com pintarolas

quando eu já pensava que não, ou seja, bolos podemos sempre fazê-los e pôr-lhes pintarolas em cima, mas o meu bolo vai ser especial! Fiquei com esta desde os anos da Inês, ela tinha um bolo e-nor-me! cheio de pintarolas e creme de chocolate e mais branca de neve e anões e todas essas coisas maravilhosas. Eu lambuzei-me, apesar de nem ser assim grade maluca por bolos, que não sou mesmo, mas fiquei com a ideia. Falando na Inês, que está cada vez mais linda e mais querida e mais reguila e mais tudo, estive com ela domingo e já tenho saudades. A sério que sim. Ela veio ao meu colo e depois andamos a brincar com o padrinho e mais a boneca esquisita que ela trazia e que ria um riso horrivelmente maléfico. O tempo anda certinho, as aulas começaram há duas semanas e já tive um nano teste (don't ask) que de nano não tinha nada, já que eram seis perguntas, seis! quando o professor tinha dito que eram só duas. Calha que o professor é espectacular, o melhor de sempre naquela faculdade e a gente perdoa-lhe o atrevimento. Entretanto um exercício para entregar até amanhã ao meio dia, dois que já foram entregues, um texto sobre um tema idiota qualquer como seja a transferência de massa em engenharia química ou a lei de fick, e daqui a 15 dias mais um nano teste, mais dois problemas, mais um mini-teste e mais sabe Deus o quê. Mas pronto, é a vida, tenho tido companhia em todas as aulas, que é bem horrível estar numa aula sozinho, mesmo que estejam cinquenta cromos dentro da sala, estar sem ser ao lado de alguém que seja alguém para nós é estar sozinho. Tenho trajado, menos do que aquilo que queria, mas tenho trajado e até saio trajada de casa, o que é uma sincera evolução! Já vi o primeiro episódio de anatomia de grey como não podia deixar de ser e hoje se tudo correr bem, ponho o segundo em andamento. O meu benfica ganhou dois a zero e jogou bem p'ra caramba e eu gosto do Quique, gosto, pronto. E do Nuno Gomes. E a Mia voltou=) e eu já li tudinho o que se andou por lá a passar na nossa ausência e acredita, Mia, que dava tema para ficarmos à conversa tempos e tempos! E pronto por aqui fica um upgrade dos últimos acontecimentos, que a vocês não interessa nada mas que eu já sei que daqui a um ano, quando andar a pensar "ora deixa lá ver o que andavas tu a fazer pelo início de outubro de ano passado", me vai dar um jeitaço para relembrar.

Quinta-feira, Outubro 02, 2008

Há dias que custam mais a passar que outros

O tempo não corre todo à mesma velocidade, porque eu estou duas horas a ter matemática três e o tempo simplesmente não passa, mas se estiver duas horas na conversa ele não só passa como voa. Como aquelas vinte e tal horas num paraíso distante em que o dia deu lugar à noite e a noite deu lugar ao dia num ápice tal que eu ainda hoje temo ter sonhado. há dias que custam a passar, dias em que o ponteiro dos minutos parece que anda dois para a frente e um para trás. Dias em que estamos cansados por nada, apenas cansados, em que tudo o que queríamos era o sofá e a caneca de chocolate e aquele filme a dar na televisão (podia ser o P.S.- I love you que me deste que eu estou ansiosa por ver). Ou então um passeio por Serralves, por exemplo, que já lá não vou desde a festa ( e o que eu gostava de lá passar as 48 horas no ano que vem)! Hoje o dia custou a passar. Já é noite e não devo tardar a ir para casa. No entanto agora o que eu fazia era vestir um casaco, pôr os phones nos ouvidos e ir por aí, viva la vida à minha volta, à procura de um qualquer strawberry swing e ficar por lá a balançar até ser dia.

Alguém me acompanha?


"and in the end
we lie awake
and we dream
of making our escape"

Coldplay