Quinta-feira, Maio 31, 2007

Dia do PesKa(s)dor

Queima das Fitas 07 599-2

Há pessoas a entrar na nossa vida a todo o instante. Quando nascemos, conhecemos a família, entramos para o infantário, depois a escola e todas as escolas (eu tive muitas) e depois a faculdade, o emprego, etc etc... Muita gente entra na nossa vida assim, em grandes massas, aos 20, 30, 70 de uma só vez. No entanto, no meio dessas 70 pessoas que entram na nossa vida de uma vez há pessoas que a alteram, que a fazem melhor.
O meu amigo que peska a dor, entrou na minha vida, não junto com 70, mas junto com menos, muito menos, umas semanas depois dos 70. Foi na faculdade. Ele entrou na segunda fase. Eu lembro-me bem dele, um cromo pah, um cromo no meio daquela caderneta toda que eram os caloiros de eng quimica da FEUP. Ao início era só mais um cromo igual a nós, a todos os outros ali de 4 comigo. Depois foi sendo um dos poucos cromos que ali estava sempre comigo, até ao fim. Ele e mais meia dúzia ( e que bela meia dúzia), sempre ali, sem falhar uma. E isso transforma a vida das pessoas, de uma certa forma. E isso cria laços. Porque estávamos sempre ali e ao fim e ao cabo fomos ficando amigos. E depois esse meu amigo pesKa(s)_dor, o meu amigo PesKas pah, com nome mesmo dado por mim, por causa dos Peskitos, assim mesmo com Kapa e tudo (ouviste ó Biana? E tu ó Ed??), esse meu amigo é fixe. Mesmo. E divertido e muito muito nos ríamos juntos. Mas a piada das piadas mesmo piadéticas, é que apesar de sermos amigos e estarmos sempre lá e tudo, não era nessa altura que éramos Grandes Amigos. Éramos sem dúvida grandes compinchas, divertíamo-nos imenso e tudo, mas para mim, a nossa amizade cresceu significativamente desde que vim para Barcelona. As bases, estavam lá. Os alicerces. E a amizade construiu-se forte forte com as saudades e a ausência. E agora, hoje que é o dia dele, eu estou aqui meio sem jeito a dizer-lhe o que ele já sabe, mas que sabe sempre bem ouvir. Hoje eu estou aqui para lhe dizer que ele é o meu amigo do coração, que é daqueles amigos para a vida, daqueles com quem estamos tão mas tão à vontade. Porque há coisas que marcam, há coisas que marcam mesmo fases da nossa vida. E aquela serenata marcou e eu estava com o amor da minha vida e o meu amigo do coração (e a garrafinha de porto a bem dizer...). E isso fica para sempre, assim como tantas outras coisas que ficam para sempre.
A nossa amizade, por exemplo. Sem romantismos ou embelezamentos. Para sempre, mesmo. Aconteça o que acontecer, mesmo que esteja um ano sem falar com ele, sei que vou entrar no msn e se ele lá estiver, vou ouvir aquele olaaaaaaaaaaaaah que me é tão querido e tudo vai fluir tão naturalmente como se tivéssemos falado todos os dias. E além do mais, é talentoso o rapaz, escreve que é uma coisa louca, bem mesmo muito bem. E foi ele que me influenciou e me incitou a abrir este blog e a mantê-lo, e a escrever quando me apeteça, a escrever histórias como esta.
Tudo isto, Peskas, neste teu dia que tu ano passado fizeste questão de me dizer que existia, tudo isto para te dizer que gosto mesmo muito de ti. E já sabes, és o meu pescador favorito:P

(E amanhã é dia da criança, o MEU dia... portanto pépé...qué-u uma pendinha xinhee?? eeehhh =)=)=) a minha morada é: rua...lololol :P)

Terça-feira, Maio 29, 2007

*amor*

Quando a minha mãe morreu eu não derramei uma lágrima. Fiquei ali a olhar para ela, a mão do meu pai a apertar a minha, com força demais na minha opinião. Na outra mão um chocolate esmagado, derretido, a sujar os meus dedos. Era pequena, sim. Pequena demais para ficar sem a minha mãe. Somos todos demasiado pequenos quando morre a nossa mãe, mesmo que tenhamos 100 anos. A minha mãe não tinha que morrer. Era uma mãe e as mães não deviam morrer. O meu pai chorava que eu bem o via e bem sentia o seu peito a soluçar, ainda que disfarçadamente. Não sei porque chorava o meu pai, não adianta nada chorar. Pelo menos foi o que sempre me disseram, que a chorar não se conseguia nada. Lembro-me que estranharam o facto de eu não chorar, médicos sem fim viram-me e cada qual debitou a sua teoria. Chocada, diziam uns. Pequena demais para perceber, diziam outros. Baixinho ainda ouvi uma das mulheres da aldeia que não gostava de mim porque eu cortava as couves do campo para dar aos porcos. Insensível. Cuspiu esta palavra com desdém. E eu ouvi, mas apenas eu. Queria lá saber o que ela pensava de mim. Muitos se admiraram por o meu pai me ter levado ao enterro. Olha que a miuda só tem 6 anos, é muito pequena, deixa-a ficar. Mas o meu pai não se ia separar de mim. E então eu fui, com o vestido de veludo verde e o laçarote no cabelo. A mãe adorava aquela roupa. Eu não. O laço magoava-me na cabeça e os sapatos de verniz apertavam-me o dedo mindinho. Mas a mãe gostava e por isso eu fui assim bonita, para ela me ver. Pensei por momentos que se fosse muito bonita, talvez a minha mãe afinal não morresse e quisesse ficar comigo. Que tonta fui. A minha mãe ia muito bonita. Aquele vestido beje com florzinhas azuis sempre lhe ficara bem. Levava flores no cabelo, azuis também, porque eu tinha pedido ao meu pai. Ele não queria mas acabou por ceder. Ninguém me contrariava muito nesses dias que antecederam o funeral. Tadinha da menina, tão pequenina. Não percebia estas palavras. A minha mãe morreu, eu estava viva, mas só ouvia tadinha da menina e nunca tadinha da mãe da menina.
A minha mãe não tinha que morrer mas eu agora sei porque morreu a minha mãe. A minha mãe morreu por amor. A minha mãe morreu para salvar o meu irmão. Porque o meu irmão era o filho dela e porque ela o amava mais do que a vida, como a mim. E por isso, naquele momento em que apenas um podia sobreviver, naquele momento em que houve as complicações que ninguém esperava, a minha mãe morreu. E o meu irmão não. E a minha mãe amava tanto o meu irmão, porque o sentiu na barriga dela a crescer, porque cantava para ele, porque lhe fazia festas, porque o tratava com tanta ternura. Eu amava o meu irmão por esses nove meses de sonhos e brincadeiras. Lembro-me de me sentar no sofá com a minha mãe, a minha cabeça pousada na barriga dela, os meus pés nas pernas do meu pai. Eles abraçados e eu a abraçar o meu irmão, enquanto lhe cantava cantigas de amor. Lembro-me de ir com eles escolher a roupinha do bebé, a primeira para ele vestir. Lembro-me do enorme amor que todos sentíamos por ele. E percebo, agora, que no momento em que os médicos perderam os batimentos do bebé, no momento em que tudo se complicou, a minha mãe morreu para o salvar. Os médicos falam em hemorragia interna, mas não. Amor. Puro, vermelho vivo cor de sangue, cor de hemorragia interna. Amor. Ele não nasceu vermelho de amor, nasceu azul de sofrimento. Mas recuperou. Eles tentaram tudo para a trazer de volta mas já não dava. Amor. Foi todo para ele, para ele viver.
Agora eu sei que foi isto. Agora que estou aqui, que tenho a minha filha nos braços, agora depois de doze horas de trabalho de parto. Agora que estamos só eu e ela é que eu descobri.
Amor. A minha mãe morreu por amor. E eu, hoje, renasci.

Domingo, Maio 27, 2007

É só para te dar um beijinho...

s.martinho2006 042

Ligou-me o meu primo Paulo. Estive ao telefone com ele a conversar, a garantir a minha presença no baptismo da pequenota, a rir, a brincar. Depois um berro meninoss venham cá abaixo ao telefone, é a GuiGui. E lá vieram os dois, quais cavalos galopantes pelas escadas abaixo. A Catarina primeiro, com voz de mimo, a rir muito como é típico dela, ri ri não pára. Agora o Guilherme. OLAAAA um berro animado, o seu olá mais característico. Queres vir a Barcelona Guilherme?Xiiiimmm!Pede ao pai para virem a Barecelona. E o pequenino inocente, tadinho, Paiiiii. Vem o pai a rir ao telefone e passa à mãe. Joaninha estás boa? Não, estou doente...Pobre Joana, que foi atacada pelos vírus...a Carolina está boa? Óptima. Igual ao que tu a viste, mas maior. Mais gordinha, mais rechonchudinha. Da última vez já pesa 4,550kg. Agora até já deve pesar 5kg. Está linda, o Paulo manda-te fotos esta semana. Beijinhos beijinhos , boa sorte para os exames (e para o Barça que só falta uma jornada...-o meu primo sempre tolo pelo Barça...)e não falta muito, um mês passa depressa!

E como fico de coração cheio com estes telefonemas sem contar, só para me dar um beijinho...

Sábado, Maio 26, 2007

*Don't you forget about me*


Não falei aqui sobe o desaparecimento da Madeleine. Não creio que tenha, que seja obrigatório falar. Mas a mim este caso perturba-me particularmente. Porque é uma menina pequenina, porque foi roubada aos pais. Porque tem 4 anos. A minha Catarina linda tem 4 anos e há certas fotografias da Madeleine e trejeitos que me fazem lembrar a Catarina, que me fazem lembrar qualquer menina de 4 anos. Penso que a vida é efémera e que algumas horas antes tinham estado todos na piscina e tinham tirado à filha a sua última fotografia, sem o saberem. Esperemos que a última não seja, que ela apareça. Bem.
Não creio que os meios estejam a ser exagerados, acho que toda a gente do mundo devia conhecer a sua cara. Ouviram falar do Yeremi Vargas? Foi um menino de 7 anos que desapareceu nas Canárias se não estou em erro. Falou-se muito dele aqui em Espanha. Agora não sei, creio que não apareceu, mas não se tem falado nele. O caso da Madeleine comoveu o mundo, pela forma como aconteceu, por ela ser pequenina e loirinha e bonita. Lembro-me muito bem do caso do Rui Pedro, já foi há muitos anos mas lembro-me mesmo bem que até há supostas imagens dele na eurodisney. Não me lembro se foi feito muito pouco, ou se foi feito muito, mas sei que divulgado foi. Obviamente pode não ter tanto impacto no estrangeiro, por ser Português. É um facto, o facto de Madeleine ser inglesa ajuda na divulgação por esse mundo fora. E na forma como se fazem as coisas. Inglesa, Americana, Francesa, Alemã, grandes potências. Ajuda sempre. (apesar de a divulgação não ser assim taaaaanta como parece...aqui em espanha pouco se fala dela, uma vez apenas ouvi...)
Ando atenta pelas ruas, olho para as pessoas, olho para as crianças. Não as fixo, mas vou estando atenta. Se visse a menina( e atenção que ela pode já não estar loirinha de cabelo grande), se a chamasse e ela olhasse, fazia o maior escarcéu no meio da rua que dali não sairía mais. Por isso estranho os supostos testemunhos que supostamente a viram e não fizeram nada. Eu fazia.
Eu sou uma pessoa cuidadosa e de certa forma medrosa com isso. Penso sempre no pior. Eu não sou pessoa de facilitar. No entanto não prendo, não vivo cega pelo medo, não deixo de viver a minha vida. Há que ser cuidadoso mas não exagerado, não vou prender em casa o meu irmão para que nada lhe aconteça.
Chamam-me maluca por vezes, mas eu penso muito nos loucos que andam por aí, penso muito nas oportunidades, nas ocasiões. Penso que se vier sozinha a subir a rua à uma da manhã há uma ocasião e pode haver um louco. Por isso evito-o. Ao máximo. E Rezo e sou cautelosa, e venho atenta e desconfio de tudo. E até chego fingir que falo ao telemóvel.
A sorte, nesta vida, é fundamental. Porque no dia em que falharmos, porque todos falhamos, se a sorte estiver do nosso lado, não há-de acontecer nada.
Que tudo isto sirva para pelo menos as pessoas pensarem até que ponto há descuidos que podem ser fatais. E que há coisas que não se devem facilitar.
Porque não, não acontece só aos outros. E quem nunca facilitou, que atire a primeira pedra...

Se eu fosse...


Quando andava na escola tinha de fazer composições que tinham como tema "Se eu fosse..." e nós escolhíamos, um pássaro, um super-herói, um coelho, normalmente era um animal. Estas composições tinham como objectico fazer-nos practicar o condicional. Pois eu hoje lembrei-me de uma perfeita composição "Se eu fosse..." que passo agora a escrever...

Se eu fosse o Professor Pardal

Se eu fosse o Professor Pardal inventaria um sistema compatível com o corpo humano, uma espécie de disco rígido dos computadores para colocar no cérebro. Ou então criaria ligações especiais no nosso cérebro e uma entrada tipo USB na nossa nuca. Assim, podería tornar a capacidade do cérebro Humano ilimitada, e melhor ainda, para lá colocar informação apenas teríamos de ligar uma pen à nossa entrada USB et voilá, tudo o que fosse necessário saber nós sabíamos. Assim teríamos toda a informação necessária ao nosso bom desempenho laboral, toda a informação que nos tornaría pessoas cultas e todo o tempo que daría para fazer tudo o que quiséssemos, inclusivé aprender as coisas de forma natural, sem ter a pressão de ter de decorar tudo. Aprender pelo prazer de aprender e ficar a saber coisas novas, em vez de aprender para aprovar um exame. Gostaría mesmo de ser o professor Pardal e de saber inventar esta entrada USB para o cérebro Humano...

Quarta-feira, Maio 23, 2007

Diz-me o que comes, dirte-ei quem és...

queima 07_ Jantar

Posso seguramente dizer que esta dieta mudou a minha maneira de ver a comida e, consequentemente, a minha maneira de comer. Posso dizer que comidas que eu achava insubstituíveis e impossíveis de viver sem, afinal não o são. Posso ainda dizer que descobri novos prazeres nas coisas. E ainda posso dizer outra coisa, é realmente bom acabar de comer e não sentir que a barriga vai rebentar, ou o estômago pesado, ou aquela sensação de enfartamento. Satisfação sim, mas não enfartamento.
Esta dieta está para mim a chegar a um ponto de viragem. Está a chegar ao ponto de reiintrodução de hidratos de carbono. A chamada manutenção. E para quem andou a desejar durante semanas a fio que chegasse a manutenção, agora esse entusiasmo, de certa forma, desvaneceu-se! Era para ter começado esta semana, mas como ia começar na terça, preferi começar no sábado direitinho desde o início. Ainda não atingi a meta a que me tinha proposto mas ando lá perto. Esta entrada mais precoce deve-se à época de exames que já se instalou por aqui e que requer hidratos de carbono no organismo. Portanto sábado vou comer massa ao almoço e durante toda essa semana. No outro sábado introduzirei arroz e supostamente no sábado a seguir batata e digo supostamente porque não vou introduzir a batata, posso bem passar sem ela na minha alimentação diária. A ideia funciona como nas sopinhas dos bebés, cada coisa na sua semana para ver a qual o organismo reage melhor, com qual funciona melhor.

Ora isto abriu-me portas a novos mundos, a soja, por exemplo. Então resolvi comprar aquilo que eu pensava serem iogurtes de soja e afinal não são bem iogurtes (porque obviamente não têm leite) mas são uma espécie de sobremesas de soja. É uma gama da danone que pelo que sei, não há em Portugal. Comprei o de frutos exóticos e a seguir ao jantar comi. É de-li-ci-o-so!! Maravilhoso mesmo! Muito bom. Tem a mesma quantidade de cálcio que um copo de leite de vaca e é mesmo muito bom! E também há liquidos, tipo iogurte líquido e eu já sei que vai ser a minha próxima compra. Iogurtes normais, continuo com os meus naturaizinhos que são uma maravilha (habituei-me de tal forma a eles...), aos quais misturo pedacinhos de maçã! Ficam óptimos!
Agora quanto a comida, não pensem que sou parvinha. Continuo a ter uma certa inveja das pessoas que podem comer como quiserem e não engordam, continuo a parar em frente à zona das pizzas num supermercado e a soltar um breve suspiro. Já comi um dos chocolates falantes. Mas o que acontece é que saboreio muito mais as coisas, a comer esse chocolate deliciei-me com ele, não o comi à gulutona... E mesmo o savia à sobremesa, foi comido colherzinha a colherzinha a saborear, porque é docinho e eu docinho só mesmo fruta. A fruta, que jé era tão importante para mim, agora é essencial! Meloas, cerejas, morangos, maçãs, laranjas, pêras são as frutas que tenho em casa hoje e só não tenho melancia porque acabou. Assim como o ananás...
Por tudo isto, por toda a sensibilização que gerou em mim valeu tanto a pena ter seguido sempre com a dieta direitinha.
E pela foto lá de cima também, senão nem nos meus melhores sonhos cabia naquele vestido!

Terça-feira, Maio 22, 2007

Baby Boy

André24

Toda a minha vida desde que me lembro que sempre desejei ter filhos, mas acima de tudo queria mesmo era filhas! Gostava de ter também um rapaz, mas uma menina era essencial para mim. Talvez devido a um sonho que tive que me ficou tão marcado, desde essa altura, que acho que o meu primeiro filho vai ser um rapaz. Nesse meu sonho estava eu a entrar num consultório de pediatria ( o do meu pediatra de pequenina), e levava um menino que devia ter cerca de 2 anos, um pouco mais talvez 2 anos e meio, tinha cabelos clarinhos e semi ondulados e ia ao meu lado esquerdo a dar-me a mão. No outro braço levava uma cadeirinha (coque) com um bebé de meses, 4 ou 5, não mais. Penso que era uma menina, mas não sei bem. Entrava pela clínica, a secretária cumprimentava-me com um "Olá Doutora Margarida" e eu ia muito contente com os meus filhos até ao meu consultório. Não sei porque iam comigo para o trabalho nem mais nada, só sei esse bocadinho, esses segundos desde a entrada da clínica até à entrada no consultório. E a partir daí (este sonho já foi há mais de 10 anos), passei a acreditar piamente que o meu primeiro filho ia ser um menino. E eu queria tanto que fosse uma menina. Confesso que até há bem pouco tempo achei que a vinda de um menino em primeiro lugar me poderia mesmo desanimar. Porque eu queria muito ter uma filha menina e se ela viesse em primeiro isso já estava garantido, era esse o sentimento.
Acontece que de há uns tempos para trás, começo a ver um encanto tão grande num filhinho rapaz, num menino. Motivada muito pela relação fabulosa e ternurenta que vejo entre mãe e filho em alguns blogs que leio, com imagens deliciosas cheiinhas de ternura, motivada por uma qualquer coisa que veio cá de dentro, sinto agora uma vontade muito grande de ter um filho rapaz primeiro. Um menino! E quand eu achava que preferia mil vezes 3 meninas a 3 rapazes agora sinceramente já não sei. Tanto me faz.
E é uma grande estupidez estar para aqui a falar disto, porque eu primeiro peço a grande benção que é ter um filho, depois peço muita saudinha e o resto vem por acréscimo. Mas como ainda se pode sonhar de borla, e como a mim me deu esta paixão súbita por um bebé menino, aqui fica registado:)

E já que falo em meninos, o meu lindo André está grande na barriga da mamã (como se vê), está previsto para fins de Agosto, deu um show na eco morfológica e eu ando toda babada por ir nascer este meu bonequinho lindo! E mal posso esperar para ver o João, o afilhado do meu Zeca, mas isso são outras histórias:)

Domingo, Maio 20, 2007

E a 45 min do início do fim do campeonato

eu vou-me vestir para ir à missa das 8.

Não estou minimamente nervosa, nem ansiosa, nem nada dessas coisas, estranho em mim que adoro futebol e o meu lindo Benfica... Calculo que seja pelo enorme desagrado que representa para mim o treinador e de certa forma o presidente.
Mas pronto, fica aqui a minha descrença para hoje, já que acho que tudo se vai manter como está, e já que me disseram que mesmo que fique em terceiro o fernando santos fica por isso nada me impede de sonhar com o 2º lugar e mesmo, porque os milagres existem, o primeiro lugar (ahahah crente!!)

Portanto Benfica, como clube, apesar do meu descontentamento com os dirigentes, FORÇA!! E sim, fico muito feliz se ganharem o campeonato ou mesmo subirem para 2º!
Benfica0-1-Man.United 053

*Pipas e Tiago*

TiagoPipas

Lembro-me dos primeiros dias de aulas, naquela escola escola gigante cheia de gente gigante. Eu era pequena, era mesmo miúda a comparar com as miúdas de 12/13 anos que se veêm por aí. Levava um vestido azul, eu adorava vestidos. Lembro-me do Ricardo Monteiro e da Luisa, da Sofia e da Isabel nesse primeiro dia, mas não me lembro de ti. Não nesse primeiro dia mas sim ao longo do 7ºano e do 8º e do 9º e de todos os que se seguiram. Lembro-me de não sermos especialmente chegados ao início, com aquelas confusões da turma do 8º (ou do 9º?) e as raparigas e os rapazes tão separados. Lembro-me de nos tornarmos amigos, de ficarmos tempos no msn na conversa, de momentos bons e momentos menos bons. Lembro-me de ti como uma presença constante ao longo do meu percurso pelo Fontes, umas vezes mais próximo, outras mais afastado, mas sempre lá.

Lembro-me claramente da primeira vez em que te vi. No pavilhão a falar com a Iolanda. Eras tão fofinha! Disse-o mesmo à Iolanda, que a amiga dela era mesmo fofinha. Estávamos então no 10º ano. Não nos conheceríamos até ao 11º ano. Lembro-me que te convidei para a minha festa de anos e que tu não foste, achaste que te tinha convidado por obrigação...mas eu achava-te mesmo fofinha... E depois todas as confusões que houve não entre nós, mas nas quais tu estavas presente e de uma certa forma toda a turma, de tal modo foram feitas as coisas... Não sei ao certo quando nos aproximamos, não sei precisar o dia, nem a hora, nem o momento. Só me lembro de duas fases distintas: Uma em que nem sequer/mal nos conhecíamos e outra em que éramos tãaoo amigas! Quando foi que passámos de uma para a outra? Sinceramente não sei...

Sei, sim, que gosto muito de vocês, que juntos foi quando nos começamos a conhecer melhor uns aos outros, que juntos vivemos tempos inesquecíveis. Que tu Tiago, já nos fizeste, a mim e à Pipas cabelos brancos de preocupação e tu Pipas já nos fizeste, a mim e ao Tiago, outros tantos cabelos brancos de preocupação... Gosto muito muito de vocês, fico tão contente por sermos amigos mesmo ao fim destes anos todos, mesmo com as distâncias e a falta de tempo e disponibilidade (mea culpa), a nossa amizade vai passando por cima dos obstáculos, um a um! Tu Pipinhas, minha linda, sabes muito bem o que és para mim, sabes mesmo bem como eu gostaria de te ter aqui comigo, sabes bem a falta que me fazes. E é tão bom ser tua amiga, e ver contigo smallville e rir e decorar músicas e cantar e e e...tantos e's....Adoro-te! O resto tu já sabes!
E tu Tiaguinho, depois de tanto que passámos e passou por nós, depois de reais zangas e de jurar a pés juntos que já nem te podia ver pintado de amarelo (ai, o 11º ano...) gosto tanto de agora estar contigo, falar contigo, e sim no verão saio convosco, fazemos um jantar (se o meu querido papá não se impuser) e a ver se vamos à praia e isso, quando eu não estiver a estudar (lol)! Gosto muito de ti=)

Muitos Parabéns, meus queridos amigos, muitos parabéns pelo vosso 21º aniversário (cotas cof cof...)

Sábado, Maio 19, 2007

1 mês, Carolina!

Queima das Fitas 07 298
"...Você é Linda, mais que demais..."

Hoje, minha bebé, completas um mês, um mês inteirinho! Conheci-te tinhas tu 18 dias. Estavas tão diferente do que eras nas fotos, gordinha, linda, e tão expressiva! Sorrias a dormir, sorrias quando dizíamos o teu nome, mesmo a dormir. Consolei-me contigo minha bebé, passeamos, compramos roupinha nova para ti, e que linda ficavas com ela. Acalmaste o choro no meu colo, aconchegada em mim, fitavas-me com esses olhos azuis surpreendentes, foste-os fechando até adormeceres. Estava tanto calor não era bebé? Despedi-me de ti a custo, apesar de certa que te veria no sábado. Não te vi, não pudeste vir. Mas a tua carinha, o teu cheirinho de bebé, o teu sorriso e a expressão do teu olhar veio comigo. E, apesar de agora apenas te ver em finais de Junho, guardo comigo aquela imagem, dos teus olhinhos a fechar lentamente enquanto adormecias no meu colo.
Adoro-te bebé! Parabéns pelo teu primeiro mês!

Quinta-feira, Maio 17, 2007

24+3= 2 anos e 3 meses= 27

Queima das Fitas 07 603

27 meses juntos. 27! vinte e sete! Tantos meses meu amor! Esta semana contigo soube de maravilha! Não concebia que fosse de outra forma, sem mim para te ver, te acompanhar nestes dias tão importantes. Surpreendeste-me mais uma vez. Surpreendeu-me a quantidade de gente que tem apreço por ti, que gosta de ti, que te admira. Sorria cada vez que me diziam que não te largasse, que eras 5 estrelas! Sorria levemente comovida, como se alguma vez eu ponderasse sequer deixar-te escapar da minha vida. Qual vida? Sem ti? Vida? Não sei...
Muitas lágrimas correram esta semana, no Domingo principalmente. Na missa, na imposição. Rebentava de orgulho, não podia acreditar, por outro lado, que estivesses já a acabar o teu percurso académico. Não consigo imaginar os corredores da FEUP sem ti. Por um lado, ainda bem que já de lá saí. Agora ia ser tão estranho, depois de tu saires...
Oh meu amor, hoje comemoramos o vigésimo sétimo mês juntos, como namorados, mais uma mão cheia deles como amigos. E eu, hoje, reformulo o desejo de Domingo, na missa da Benção das Pastas. Tudo o que quero é que sejas feliz, desmesuradamente feliz! Via-te lá da bancada a sorrir, a cantar, alegre! É isso que quero para ti, uma vida alegre, leve e feliz!
E eu vou estar sempre ao teu lado:)
Amo-te meu querido! Para sempre!

Tua GuiGui

Quarta-feira, Maio 16, 2007

Guerra Aberta!


Aqui bem perto do local onde me encontro agora, ligeiramente acima da minha cabeça, dentro de uma bonita, corrijo, uma linda e apetecível caixinha dourada, encontram-se malditas criaturas. Na caixa estão escritas as seguintes palavras

LEONIDAS- Fresh Belgian Chocolates.
100% Pure Cocoa Butter
Pois podem acreditar em mim, são criaturas demoníacas e querem matar-me! Riem-se de mim, eu ouço os seus risinhos malvados, lançam-me pozinhos de tentação, fazem apostas sobre mim, sobre o tempo que vai passar até eu os comer, sobre se serei eu capaz de resistir-lhes! Eu ouço-os daqui a cochichar, a traçar planos de ataque, mas eu sou forte, sou forte e não cedo! Já peguei na caixinha horrosa(mente bela e apetecível), já a abri e cheirei várias vezes, mas ainda não comi. Nas alturas em que me sinto mais a fraquejar corro para a cozinha e pego em melancia, fresca e doce, em maçãs, em uvas, em laranjas, em cenouras cruas, em tomates ou cogumelos, pego no que seja e enfio pela goela abaixo, até não ter fome, até deixar de ouvir aquelas vozinhas terríveis na minha cabeça, quais sereias encantadas, a atrair-me para o abismo. Penso na balança a estourar comigo em cima dela, penso nas calças a rebentar pelas costuras, penso em mim a rebolar pelas ruas e ponho uma chiclet à boca (no fim de comer a dita melancia ou whatever), e descanso por momentos. Embrenho o meu pensamento por outros assuntos e deixo de ouvir as vozes. Mas elas voltam, voltam sempre! Estão a dar comigo em LOUCA! Eu bem sei, eu bem me conheço quando digo que sei os meus limites, que sei porque não podia abrir excepções à dieta e depois recomeçar, eu cá bem sei que é sempre muito pior depois. Mas no sábado comi chocolate na festa de anos, e panadinhos e feijão fradinho. E nessa mesma festa ofereceram-me gentilmente esta caixinha de chocolates BELGAS LEONIDAS, que por sinal eu sei, porque já estive na chocolateria herself na Bélgica, são divinos, maravilhosos, obscenos de tão bons que são. Mas eu aceitei a caixinha, a bela e inocente caixinha. E ia deixa-la na minha casinha, em Portugal. Mas apareceu a minha mãe e disse " Leva filha, nos exames precisas de um consolinho" E eu trouxe, eu parva estúpida ursa mentecapta trouxe a bela da caixinha! E agora ela vai levar-me à loucura. Eu já pensei que se calhar devia comer um e assim acabava com esta ansiedade. Mas não. Não posso, porque estes pensamentos são eles que mos induzem, porque eu, plena das minhas faculdades mentais, sei bem que se comer um só pioro tudo! E eles não vão levar a melhor sobre mim!
Não vão, não vão, não vão!!!
Ouviram???


Ali o vermelhinho em forma de coraç
ão, é o chefe da pandilha! É o pior de todos, emite aquelas cores e odores, qual planta carnívora pronta a devorar a mosquinha inexperiente...


P.S- Parabéns ao pai do meu Dani!! Faz hoje aninhos! Gosto muito de si, meu futuro sogrinho, e consigo já sei que me posso rir a valer, porque bom humor não lhe falta:) E para além do mais, um grande Benfiquista, e malta benfiquista é sempre boa gente eheh!! Beijinho grande!!

Segunda-feira, Maio 14, 2007

Bernardices

IMGP0432

Antes de mais quero lembrar que o meu irmão tem 10 anos acabadinhos de fazer!

Eu achava, juro que achava, que a pessoa com quem podia ter eventualmente algum problema esta semana, devido ao meu programa essencialemente nocturno, era com o meu pai. Estava redondamente enganada. Senão vejamos:

Chego no sábado ao meio dia, vou almoçar a casa e às 5 da tarde saio de caso. Regresso às 2 da manhã e volto a sair às 8 de Domingo, regressando à uma da manhã.

Comentário do Bernardo (contado pelo meu pai):

-Sinceramente...nem sequer passa o fim-de-semana com a família...

Na segunda-feira não me viu de manhã porque saiu cedo mas viu-me ao fim do dia já que fomos ao concerto promenade juntos, com os meus pais e o meu namorado, a mãe e as tias dele. Estava nas 7 quintas, não se calava um segundo, tinha 1001 coisas para contar, para perguntar, para comentar... No dia seguinte cortejo. No fim do cortejo fui para casa de comboio. Ele foi de carro com o meu pai. Deu-se o seguinte diálogo (contado pelo meu pai):

-Pai, a GuiGui?
-Não sei, hoje é o dia do cortejo, nem sei se vai jantar a casa.
-Também, tu deixa-za à solta...

Nesse dia quando cheguei a casa justifiquei-lhe todos os meus passos dos seguintes dias, para ele não ficar chateado. Compreendeu e pelos vistos não houve mais comentários. Na véspera de anos dele, à noite, estive com ele a fazer o bolo de chocolate para a festa de anos na escola no dia seguinte. Na manhã do dia de anos dele estive a fazer bolos e tortas para a festa de sábado em casa. De tarde fui buscá-lo à escola, com o meu namorado e passamos a tarde com ele. McDonald's, Mr.Bean, pipocas, brincadeira e ficou o pequeno feliz.

-O Daniel é tão fixe GuiGui...gosto mesmo dele!- dito ao ouvido enquanto ele tinha ido buscar ketchup.

Porque uma década não se faz todos os dias! Nessa noite tive o baile de gala, mas no dia seguinte de manhã bem cedo estava em casa onde ele me esperava ansiosamente. Umas compras de última hora obrigaram-me a ir de bicicleta à frutaria/minimercado lá da zona. Ele quis ir comigo. A pé, a correr, não queria ficar sozinho nem por 10 minutos. E foi, correu como nunca eu pensei que fosse capaz. Eu bem lhe dizia para ir devagar, mas ele corria como um louco. E acompanhou-me, sim, sem me atrasar...E Domingo, como prometido, fiquei em casa com ele, vi um filme com ele, jantei com ele e curei-lhe o joelho magoado. Hoje de manhã despedi-me dele. Até daqui a um mês e meio Bernardito. E ele lá foi, de pasta nas costas, para a escola.

Sábado, Maio 05, 2007

Adeus que me vou embora


Adeus que me embora eu vou
Vou daqui p'rá minha terra
Que eu desta terra não sou...


Letra: A.Variações


P.S começo a ser, desta terra digo, começo a vê-la um bocadinho como minha também...mas só um bocadinho...

Quinta-feira, Maio 03, 2007

Eu e elas, as crianças!

INES_EU_BLOG

Adoro crianças. Está mais que visto, mais que falado, mais que fotografado. Não é novidade para ninguém. Adoro-as, desde que estão na barriga. A vida intra uterina fascina-me, a criação de um novo ser é algo mágico para mim. Por mais que o meu professor de anatomia/embriologia me explique que é tudo perfeita e cientificamente explicável, eu continuo a achar um milagre. E aqui apenas falo da concepção, porque do desenvolvimento então, não é um milagre, mas vários uns atrás dos outros. E a magia que significa para mim gerar um ser, de duas metades, um ser que vai ser a união dessas metades é algo do mais belo e puro que há. E por isso adoro e fascina-me a gravidez. E, referente à medicina, a obstetrícia. E depois aqueles perfeitos seres nascem e entra a bela da pediatria e a sua filha neonatologia.
Esta minha paixão por crianças fez-me ser uma criança naturalmente obcecada pela chegada de um irmão. Tardou 10 longos anosmas chegou finalmente. Consolei-me com os primos, a minha prima mais velha que eu ano e meio foi minha irmã autenticamente. Os mais novos foram chegando e eu feliz da vida. Adorava nenucas e brincava constantemente às mães. chegava a brincar em tempo real, pondo a minha filha Dianinha, a minha boneca por eleição, a dormir a sesta e ao "ouvir" o seu choro 2 horas depois ia buscá-la à cama. Dava-lhe o lanche, brincava com ela e tratava-a como se de um bebé se tratasse.
Fui crescendo e tenho mesmo aqui que confessar que ainda aos meus 14 anos recebi um boneco da chicco pelo qual me apaixonei como prenda de anos. E não queria saber dos comentários dos outros, adorava-o. Tenho-o aqui agora comigo em Barcelona, junto com alguns peluches. Outros tantos ficaram por Portugal bem cuidados pelo Bernardo que os adopta enquanto não estou e os leva para a cama dele. Nessa tara dos peluches sai a mim!
E para além disso tenho jeito com as crianças. Modéstia à parte, tenho mesmo. Também com tanta práctica...Os bebés costumam gostar do meu colo e normalmente não choram. Consigo adormecê-los bem, tenho paciência para estar tempos a cantar a mesma música às voltas no quarto se for preciso. Aliás, os bebés têm uma certa tendência para acalmar no meu colo. Adoro brincar com eles, à medida que vão crescendo, adoro mudar fraldas, dar biberões, papas, sopas, banhos, mimos, muitos mimos. Diz o meu namorado que o meu sonho deve ser pegar ao colo e conhecer todos os bebés do mundo (exageradinho:P). A verdade é que adoro mesmo bebés e crianças, sinto uma paixão por eles do fundo do meu coração. Os meus primos sabem o quão importantes são para mim, o meu irmão nem se fala, sabe bem como o adoro! Como o adoro com toda a minha alma!
Obviamente que sonho em ser mãe um dia. E que gostava de ter muitos filhos (mas não 15:P). Gostava mas não vou ter. Porque eu não quero ter filhos para aumentar a população no planeta. Eu quero ter filhos e ter tempo para eles, dedicação, paciência. Quero dar-lhes aquilo que eles merecem. E não falo em dinheiro. Mesmo que fosse milionária não podia comprar mais horas para o dia. E eu escolhi uma profissão que requer tempo. Que requer noites e muitas horas. E por isso não vou ter todos os filhos que quiser ou todos os filhos para os quais tenha dinheiro. Vou ter, se Deus quiser, os filhos que puder. Dois sim, no mínimo, porque acho que todas as crianças merecem a alegria de ter um irmão. Três gostava muito. Quatro, já me parece difícil.
A vida dá muitas voltas! Mas eu tenho bem claro que uma criança precisa de atenção, dedicação, paciência, tempo. Amor só não chega. Nem dinheiro. E por isso não pretendo ser egoista e ter os filhos todos que quiser, mas sim, pensando neles, os filhos que puder.

E isto digo eu agora, que tenho 20 anos e não sei nada da vida...Mas que adoro mesmo crianças, lá isso adoro!