Exaustão
Pára de pensar. Pára de gritar. Por favor, pára. Pára, estagna, congela-te no ar. Deixa-me respirar, não me agridas, não me tortures mais. Deixa-me ficar aqui, assim, deitada. Não te suporto mais, não consigo olhar-te mais de frente. Não suporto os teus olhos. Amo-te. Deixa-me. Vai-te embora e não voltes. Não me abandones mas deixa-me descansar de ti. Os meus olhos estão cansados de te ver, fazem-no continuamente há anos a fio, precisam de ver outras coisas. Não aguento mais. Morro. Mato-te. Tudo o que tu fazes me causa repulsa, tudo o que tu representas me destrói todos os dias um bocadinho. Não sou nada contigo nem sou nada sem ti. Que raio de existência a minha? Um apêndice perfeitamente dispensável da tua supérflua e perfeita vida. Que represento eu na tua vida afinal? O que sou para ti? Não respires mais para cima de mim. Dói de mais ver-te a olhar para mim dessa forma. Quando foi que nos tornamos perfeitos desconhecidos? Alguma vez fomos algo mais que isso? Uma vida de engano. f-a-r-s-a. Desaparece da minha vida agora. AGORA. Já recuperei, já tenho forças, amo-te e odeio-te com toda a plenitude. Não te quero ver nunca mais. VAI. Sem ti, contigo, sou uma sombra do que poderia ter sido. Um espectro. esfumo-me no ar, vês através de mim. Porque vês através de mim? Não poderias tu por uma vez que fosse na vida olhares e veres quem eu sou? Olha para mim. Olha para mim por favor. Vê-me. Abraça-me. Beija-me. Vai tudo ficar bem, tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem, abraça-me.
"Kiss me, oh kiss me, if that can make it right"
David Fonseca
Aviso à navegação: o label histórias minhas diz respeito a histórias perfeitamente inventadas da minha cabeça sem qualquer semelhança com a realidade. Esta, particularmente, foi inspirada por "Canário", o novo livro de Rodrigo Guedes de Carvalho e mais umas historinhas ouvidas aqui e ali que me têm feito pensar...
"Kiss me, oh kiss me, if that can make it right"
David Fonseca
Aviso à navegação: o label histórias minhas diz respeito a histórias perfeitamente inventadas da minha cabeça sem qualquer semelhança com a realidade. Esta, particularmente, foi inspirada por "Canário", o novo livro de Rodrigo Guedes de Carvalho e mais umas historinhas ouvidas aqui e ali que me têm feito pensar...













1 aplausos:
fiquei sem ar. (e este texto podia ter sido eu a escrevê-lo há uns anos atrás. se calhar não tão bem como tu. :))
tenho saudades tuas, guigui! :p
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