Daddy's little girl

Hoje é dia do Pai. Hoje, como ano passado, não estive com o meu pai. Não estive com ele mas falei com ele, partilhei momentos com ele. Os "nossos" momentos de maior cumplicidade são quando joga o Benfica. Pegou-me o seu gosto por futebol, acendeu em mim esta paixão pelo meu clube. Ainda hoje, falamos no início e no fim do jogo. Muitos "goooooooooooooooooolooooooooooooo" já gritamos juntos entre abraços, pancadinhas nas costas e gritos histéricos. Dizem que sou a cara da minha mãe mas que sou o meu pai chapadinho no que se refere a personalidade e maneira de ser. Não é totalmente verdade, mas tenho muitas características da sua personalidade. O meu pai é o bom humor em pessoa, alegre e divertido, sempre com partidas e anedotas para contar. A alegria dele é contagiante. Também quando está mal disposto é melhor manter a distância. O meu pai adora cantar e eu adoro fazer coro com ele. O meu pai sempre exigiu o melhor de mim e eu sempre tentei fazer tudo para não o decepcionar. Se tive força suficiente para ultrapassar o desastre que foram as minhas primeiras aulas de ski, por exemplo, foi para não decepcionar o meu pai, que a mim estava a custar-me tanto que mais me apetecia atirar as botas e os skis para um canto e nunca mais lhes pegar.
O meu pai por vezes esquece-se que eu já tenho 20 anos e eu, quando estou com ele, por vezes esqueço-me do mesmo. Sinto que apesar de gostar de me ver crescer como todos os pais, uma parte dele gostava que eu ficasse sempre pequena debaixo da sua asa, faz tudo para eu não cair nos mesmos "buracos" onde ele caiu. Em certas coisas sou demasiado parecida com ele e sinto que há coisas que ele preferia que eu não tivesse herdado. Há coisas que não herdei do meu pai e gostava de ter herdado...
No fundo no fundo eu sei, que por mais que eu cresça, por mais que a vida nos vá separando fisicamente, o meu pai vai ser sempre o meu "papá" e eu vou ser sempre a sua filhinha.
Adoro-te papá!
O meu pai por vezes esquece-se que eu já tenho 20 anos e eu, quando estou com ele, por vezes esqueço-me do mesmo. Sinto que apesar de gostar de me ver crescer como todos os pais, uma parte dele gostava que eu ficasse sempre pequena debaixo da sua asa, faz tudo para eu não cair nos mesmos "buracos" onde ele caiu. Em certas coisas sou demasiado parecida com ele e sinto que há coisas que ele preferia que eu não tivesse herdado. Há coisas que não herdei do meu pai e gostava de ter herdado...
No fundo no fundo eu sei, que por mais que eu cresça, por mais que a vida nos vá separando fisicamente, o meu pai vai ser sempre o meu "papá" e eu vou ser sempre a sua filhinha.
Adoro-te papá!













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