Amizades de Verão
É o campismo o meu pequeno paraiso à beira mar. Passo lá todos os verões desde que nasci. À medida que fui crescendo fui apreciando os verões cada vez por mais e mais coisas. Se a início era por ter amigos e espaço para brincar, por estar com os meus avós e a minha prima, por ir à praia, fui crescendo e fui dando valor a passeios de bicicleta , à hora do almoço com os meus avós e os seus comentários magníficos, à amizade que existe ao fim destes anos todos com os meus amigos de infância. Não tenho de ficar em casa nas férias, posso ir para aquele parque de campismo que me enche as medidas. Este ano tive de estudar e foi lá o meu refúgio, e naquelas ondas mergulhava para desanuviar a cabeça, naquele mar gelado. Aprecio a companhia dos meus avós e dos meus tios, adoro quando estão lá a Catarina e o Guilherme e quando aos fins-de-semana vão também a Inês e a Francisca. Adoro o campismo, adoro estar lá com a Niná e ficarmos na conversa séculos, tomarmos banho juntas, irmos à praia juntas.
Depois tenho também os meus amigos, os de infância. Aquele grupinho de que não prescindo, as semanas que mais me gozo me dão, aquela em que eles lá estão. O André e a Ana, o Miguel e o António, a Sara e o Tomás. Simplesmente adoro estar com eles. Há ainda as Raqueis e o Ricardo e mais uma cambada de gente, mas com eles sinto-me estupendamente.
Eles são tds primos e irmãos uns dos outros, eu sou apenas e só amiga deles. E como prezo essa amizade. Conhecemo-nos mesmo de pequeninos, conhecemos os feitios uns dos outros, pequenas particularidades da infância. Lembro-me por exemplo de estar a jogar moto racer na playstation e o André a rir atrás de mim com coisas que eu ia dizendo, lembro-me de andar a fugir pelo parque porque o Miguel me queria molhar com uma garrafa de água, lembro-me de mudar fraldas ao António ainda tão pequenino, lembro-me da Ana a dizer faqué, da Sara a dar um tombo com a Niná pelas escadas e do Tomás bebezinho a adormcer no meu colo. São coisas que me marcam e das quais nunca me esquecerei. Agora andamos sempre a mandar bocas, melhor, normalmente eles andam sempre a mandar bocas aqui pó cristo, mas de qualquer forma eu gosto muito deles. Vamos todos para a praia e divertimo-nos à grande, à noite já posso ser eu a gozar, com a azelhice do Miguel a jogar PES5 por exemplo, ou com as tontices que diz o António. Dantes jogávamos às escondidas, agora já não o temos feito. Há muita coisa que se perdeu com o passar dos anos, é normal, todos crescemos, mas eu espero que amizade que temos nunca se venha a perder, e que os mais novos, a nova geração do parque, crie um grupo amigo como o nosso.
Eu a Sara vamo-nos tornando cada vez mais amigas, ela vai crescendo e falamos imenso. De tudo e mais alguma coisa, conversas de raparigas:) Eu gosto imenso deles, mesmo, depois o verão acaba e fica esta nostalgia.
Durante o ano as coisas desvanecem-se sempre como é normal, falamos muito menos, cada qual tem a sua vida fora do parque, mas no verão tudo volta ao que era dantes. Eu tenho um certo medo que aquilo um dia acabe, que os avos de uns ou de outros deixem de ir para lá, por isso aproveito cada ano ao máximo, como se fosse o último. Com ou sem parque espero que a nossa amizade se mantenha para além das fronteiras do verão, eu tento fazer por isso, e quem sabe, talvez um dia os nossos filhos possam ser amigos como nós somos, naquele pequeno paraiso à beira-mar!















